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Publicado em:
12
4/2019

Mercado de trabalho dificulta entrada de grávidas e mães com filhos pequenos

Enquanto isso, na Suécia, existe uma licença parental de um ano e quatro meses que pode ser dividida entre o pai e a mãe.



Metatags: Negócio, Trabalho, Mercado de trabalho, Grávidas, Filhos, Mães, Empregadores
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Especialistas chamam a atenção para as dificuldades que grávidas e profissionais com filhos pequenos enfrentam no mercado de trabalho. Falta de compreensão, flexibilidade e oportunidade, além de desrespeito à legislação, são algumas das barreiras.


Conciliar trabalho e maternidade continua sendo um desafio para a maior parte das mulheres, que esbarram com preconceito e incompreensão no ambiente corporativo.


Não é raro que chefes e colegas duvidem da capacidade delas de se dedicarem tanto ao emprego quanto faziam antes de se tornarem mães, já que, na sociedade brasileira, as atividades domésticas e de cuidado com os filhos são vistas quase como exclusivamente femininas.


Some a esse contexto o fato de a licença-maternidade ser bem mais longa que a tirada pelos pais e o resultado será um vasto contingente de trabalhadoras que teme ter prejuízos na carreira no caso de uma gestação.


Pesquisa do site Trocando Fraldas revelou que três em cada sete mulheres sentem medo de engravidar e serem demitidas. E não é à toa, já que até mesmo líderes de Estado se deparam com especulações discriminatórias sobre o assunto, como foi o caso da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, que teve sua capacidade de trabalho questionada devido à gravidez.


Enquanto isso, na Suécia, existe uma licença parental de um ano e quatro meses que pode ser dividida entre o pai e a mãe. Para evitar que os dias sejam tirados apenas por mulheres, o governo obriga os pais a ficarem pelo menos três meses de licença.


Pela legislação da maior parte dos países, inclusive a brasileira, seria proibido perguntar sobre os planos para engravidar numa entrevista de emprego, já que isso é discriminatório. Na prática, porém, a realidade é bem diferente.


A disparidade entre gêneros se agrava à medida que se sobe na hierarquia das empresas. Relatório do grupo de pesquisa norte-americano Corporate Women Directors International mostrou que, na América Latina, apenas 47 das 100 maiores empresas têm pelo menos uma mulher nos conselhos de administração. Esse tipo de obstáculo leva muitas trabalhadoras para o empreendedorismo.


Para a diretora da consultoria de carreira Right Management, Wilma Dal Col, o preconceito contra gestantes existe, mas está, aos poucos, sendo deixado para trás. “Não cabe negar que a discriminação influencia a carreira das mulheres, mas há companhias tentando modificar essa situação”, acredita.


Ainda é comum, no entanto, que trabalhadoras adiem os planos de gravidez para poderem focar na carreira. “Muitas empresas não colocam mulheres em posições de comando porque elas teriam de se ausentar caso tenham filhos”, diz.


O caminho para reverter o quadro está, segundo Wilma, em chacoalhar as culturas corporativas por meio das lideranças, que devem demandar o direito de se ausentarem, por motivo de filhos, saúde ou outras questões. “A partir disso, a instituição precisa se organizar para lidar com licenças, de qualquer um, seja homem, seja mulher”.


Administradora pós-graduada na área, Wilma defende que o mais importante é a empresa trabalhar com o conceito de equidade. “Ou seja, propiciar que todos possam se desenvolver da mesma forma”, finaliza.

Fonte: Primeira Página com informações do jornal Correio Braziliense.


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