Parceria no município pernambucano vai acelerar a coleta e a reciclagem do produto, que é foco de proliferação do mosquito transmissor da dengue.
Uma parceria firmada entre a Prefeitura do Recife (PCR) e a Organização Social de Interesse Público (Oscip) DSHT (Desenvolvimento Social, Humano e Tecnológico) vai intensificar a coleta de pneumáticos usados na cidade para destiná-los à reciclagem. Todo o material recolhido será doado para a organização, que vai transformá-lo a custo zero. Uma campanha educativa ambiental deve ser feita com a população, a partir do próximo mês, a fim de conscientizá-la a respeito dos danos que esses objetos podem causar se não forem reaproveitados. A informação é do site Diário de Pernambuco.
Os pneus reciclados ganharão vida nova a partir dos seus subprodutos. Pelo menos três elementos poderão ser extraídos: o carmo black, um pó utilizado na fabricação de toner de impressoras ou na pigmentação de materiais emborrachados; um óleo similar ao petróleo, que pode ser empregado como combustível de máquinas industriais; e o aço, que é aproveitado pelas indústrias que utilizam essa matéria-prima. Nesse primeiro momento, uma cimenteira de Alagoas vai receber gratuitamente da DSHT os pneus transformados para que sejam usados em caldeiras.
Os custos com essa operação serão bancados por três importadoras, sendo duas de Pernambuco e uma da Paraíba. Elas têm interesse em participar do projeto porque precisam cumprir a Resolução 416/2009 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que obriga essas empresas a coletar e dar destinação adequada aos pneus velhos existentes no território nacional. "Quando a empresa cumpre seu papel, recebe o certificado do Conama", explica a coordenadora do projeto na DSHT, Rick Lândia Barboza.
A parceria também vai ajudar a PCR a resolver o problema da acumulação de pneus velhos nos depósitos da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). Desde o fechamento do aterro da Muribeca, no ano passado, já são mais de 380 toneladas de pneus amontoados no depósito no Curado. O material era usado anteriormente, para captar o chorume (líquido do lixo) em canais que funcionavam como drenos do aterro até a lagoa de tratamento.